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domingo, 6 de janeiro de 2013

Outras voltas

Belo Horizonte, 21 de Dezembro de 2012

Acho que é tendência natural do ser humano acumular coisas durante a vida: tem gente que acumula dinheiro, cacarecos, livros, gordurinhas, histórias e uma infinidade de itens. Minha maior pretensão é ser do tipo que acumula milhas. Não milhas no cartão de fidelidade ou ganhas no cartão de crédito. Milhas viajadas mesmo.

Por isso... já estou praticamente "com o pé na estrada, qualquer dia a gente se vê, sei que nada será como antes, amanhã... Que notícias me dão dos amigos? Que notícias me dão de você?".

Roteiro 2013: África do Sul/ Austrália/ Singapura/ Koréia do Sul/ China/ Japão/ Austrália/ África do Sul e casa. :)

Desta vez, a viagem começou assim: fiquei sabendo de um congresso da minha área de trabalho que acontecerá em Hong Kong em março do ano que vem. Eu já tinha umas milhazinhas (afinal, já tinha dado a volta ao mundo em 2012 e gastei TUDO - até chicletes no cartão de crédito no último ano). Pensei: umas 120.000 milhas Star Alliance (TAM) mais umas 18.000 Smiles (Gol) - já deve dar para brincar. Além do mais, meu companheiro de aventuras também tem o bolso gordinho de milhas, mais que o meu, aliás. E fui sonhando. Fui sonhando (e com restrição orçamentária) uma vez que fiz a opção de desacelerar no trabalho no último ano.

Mas, "desilusão, desilusão, danço eu, dança você na dança da (...)" pontuação. Não é novidade para ninguém que as empresas aéreas dificultam até onde podem que você utilize seus pontinhos suados que elas oferecem de boca cheia. Começou a novela.

Primeiro entrave: minhas milhas são predominantemente Star Alliance e as do Dé Smiles. Então, o negócio seria viajar separado e nos encontrarmos na Ásia. Ok, mas... viajar sozinha é fantástico, quando você está viajando sozinha, né? Viajar sozinha estando acompanhada, ainda mais num vôo que entre escalas e cia limitada dura mais de um dia é dureza! Tivemos a idéia: a gente poderia emitir dois bilhetes de ida e de volta de BH ou SP até a Europa ou África (com minhas sonhadas milhas) e de lá, mais dois de ida e de volta até qualquer lugar da Ásia. Era a solução para a solidão! Fui namorar o site da TAM Fidelidade. Lá tem uma tabela* com os pontos necessários nas alta e baixa temporadas para todos os destinos da própria TAM ou das empresas parceiras. Era felicidade demais: para ir até a Ásia Oriental em baixa temporada seriam necessários, em classe econômica, por trecho, por pessoa: 50.000 pontos. Dava e sobrava. Dentro do nosso plano de viajarmos juntos, Brasil/ África do Sul: 15.000 pontos (todos os valores serão por trecho/ pessoa na classe econômica) ou Brasil/ Europa: 30.000.

Fui à loja da TAM, uma vez que (diferente da Smiles), não se consegue emitir bilhete das empresas chamadas parceiras (todas as outras da Star Alliance que não são da TAM) pelo site, só na loja mesmo. Em BH, tem uma na Praça Marília de Dirceu.

Começou aí o trabalho árduo...


* como nas postagens anteriores, para facilitar a leitura e ajudar um pouquinho quem também gosta de viajar, vou colocar os links e algumas sugestões na forma de rodapé de página.

Tabela de pontos necessários poir classe para viagens internacionais TAM/ STAR ALLIANCE
. baixa estação: http://www.tam.com.br/b2c/vgn/img/fidelidade/pt_passagensPremios_baixa_estacao_pos01072011.pdf
. alta estação:
http://www.tam.com.br/b2c/vgn/img/fidelidade/Resgate-Pt-AltaEstacao-21112011.pdf

domingo, 29 de janeiro de 2012

As passagens aéreas

O bilhete aéreo de volta ao mundo - RTW (Round the World) ticket- é muito bom, mas não tem vôos para todos os lugares e tem aquela limitação de 39.000 milhas. Assim, alguns trechos tive que comprar à parte e dói no bolso porque eles são bem carinhos quando comparados com o de volta ao mundo.

Tive que tirar do bilhete de volta ao
mundo o trecho Santiago/BH e começar o RTW tkt de São Paulo para o México porque, pelo meu bilhete, só tinha como ir pra lá fazendo a famosa escala no Canadá.

Cuba, por questões políticas, também não tem vôos dentro do esquema da Star Alliance. Comprei passagem à parte da Mexico Airlines.

Foram à parte, ainda, o trecho que ia para o Tibet porque não conseguimos emitir no bilhete de volta ao mundo - os assentos de RTW são limitados, tipo vaga de milhagem. Mas isso é raro acontecer. Na minha viagem inteira foi o único que aconteceu. Mesmo assim, porque eu fazia questão da data. Acabamos remarcando para Guilin, no sul da China, onde faremos um passeio de barco tipo o vapor do Rio São Francisco numa versão oriental. É o cruzeiro do Rio Li.

Foram separados, também, os trechos Beijing/UlaanBaatar e Delhi/Patna. Patna é uma cidade do norte da Índia, de onde viajarei mais 100km para uma cidade menor ainda: Munger, local do Ashram (algo como um mosteiro ou retiro) onde ficarei por 15 dias.

Tem ainda os trechos internos da Turquia, mas que ainda estamos olhando.

Você consegue comprar tudo pela internet. São sites muito bons de procurar passagens o Kayak, que tem aplicativo para iPad e iPhone, com recursos como filtrar por tarifas, número de escalas e ainda dá para procurar hospedagem e outras coisas. O Fare Compare também é muito bom.
Operadoras de turismo daqui podem ajudar ou providenciar a compra das passagens. Tem hora que vale mais a pena, principalmente se for o mesmo preço. Se você precisar resolver qualquer problema com a passagem, a operadora vai quebrar um galhão e te economizar tempo e dor de cabeça.

Em BH, compramos todos os bilhetes aéreos com o Cadu, da MyTour, que se virou do avesso para atender as nossas confusões e mudanças de itinerário, além da minha urgência de resolver tudo sem antecedência.

Os trechos da Turquia vamos comprar pela internet mesmo, pelo site da Turkish Airlines. Preços ótimos e recomendação da Clarissa (amiga viajeira que ficou 55 dias por lá).

Beijo
Beijo

Kk