Mais um vôo. Mais país. USA: Los Angeles, aí vamos nós! Com uma certa preguiça, é verdade, mas vamos. É que a filosofia da cidade não me agrada muito... Nem fiz meu dever de casa direito: não li sobre a cidade, não pesquisei sobre as atrações. O Hostel está reservado e fica pertinho da calçada da fama. Reservei um city tour para amanhã de dia (parto à noite para Bangkok) e nada mais.
Ponto para a mochila: continua viajando na bagagem de mão. Desta vez, apenas 7.9kg, sem o saco de dormir (que acrescentaria mais 980g). Estou começando a achar que, realmente, estou conseguindo uma façanha em carregar apenas isso. Em todos os lugares, as meninas ficam admiradas com o tamanho da mochila. Quero ver se vai continuar dando certo no frio. Até agora, o pior que peguei foi um pouquinho abaixo de 10oC, mais chuva, aqui. Aliás, um item que eu já estava considerando inútil facilitou bem a minha vida: a capa de chuva.
O dia ontem na Cidade do México não poderia ser melhor. Logo cedo, chegou minha nova colega de quarto: uma chinesa de Beijing - Ângela*. Beijing é um dos próximos destinos! Acabamos nos juntando a um free walking tour (tour gratuito a pé) pela vizinhança e foi ótimo, apesar da chuva e frio. Fomos à Catedral e ao Palácio do Governo, onde há fantásticas pinturas de Diego Rivera. Impressionante tudo: o tamanho, a riqueza de detalhes, a importância histórica! Eu e Ângela acabamos almoçando juntas numa casa de tacos que a nossa guia nos recomendou. Achamos mais ou menos, mas o meu almoço teve um plus: insetos crocantes que a minha nova amiga trouxe de uma cidade do interior - Oaxaca. Eu experimentei, mas só tem gosto de tempero, nada mais. Não é tão nojento.
À tarde, fizemos outro walking tour. O planejado era irmos para o parque Chalpultec e para o famoso Museu de Arqueologia que fica lá. Minha amiga ponderou que teríamos muito pouco tempo para o museu e que preferia uma visita a um mercado que vende coisas para feitiços, o Mercado Sonora. Não poderia ter sido melhor! O guia (Gibran) acabou nos levando a todos os mercados importantes da região: dezenas de quarteirões que vendem roupas baratas, como há em Belo Horizonte e em São Paulo, mas nas proporções desta cidade. Vimos, na seguência, intermináveis lojinhas de doces. Havia, pelo menos, uns 5 quarteirões enormes. Em cada quarteirão, as lojinhas e bancas da frente davam passagem para intermináveis labirintos de cheiros e cores. Experimentamos doces. Não sei como descrever o resto... talvez tudo se resuma a México de verdade. Sem turistas além de nós. Passamos, também, pela zona boêmia da cidade e nosso guia explicou-nos como funciona esse comércio. Uma fileira enorme de homens ficam de pé, à frente de pequenas espeluncas. Escolhem a mulher que querem e a coisa acontece meio no olhar. Ele a segue e não trocam uma palavra o qualquer outro tipo de contato até entrarem no quarto. O preço do programa é, aproximadamente, 200,00 pesos mexicanos. É o equivalente a R$26,00. Acabamos jantando com Gibran num restaurante local. Comida estranha, mas uma delícia: a bebida era doce, feita de água, açúcar, côco e leite e, apesar de não parecer, combinou perfeitamente com a sopa de milho, frango, alface (eu acho), rabanete e muita muita muita muita muita muita muita muita pimenta.
Essa Cidade do México que se apresentou, com transeuntes imersos em seu trabalho, com sorrisos gentis e olhas curiosos para a minha aparência um pouco distoante dos demais, esse mundo no qual adentrei as entranhas e fui por elas envolvida calorosamente, senti o cheiro e o gosto no último dia, foi exatamente a mesma que me pareceu um animal hostil pronto para me agredir. Atravessando a rua, reconheci o mesmo trecho que eu havia filmado chegando do aeroporto e que postei no YouTube, mas tudo tinha, agora, outra aparência.
Noite tranqüila, eu estava pronta para partir. E, ao final, todos os defeitos do Hostel: ruído, cheiro, aparência, não fizeram a menor diferença.
Beijos,
Kk
Dica do dia:
Estive apenas em 2 hostels, mas parece ser comum a todos eles oferecerem um ou mais free walking tours. Parece ser uma boa pedida: não custa nada, você fica conhecendo o lugar, o guia, colegas do Hostel e ainda pode combinar com eles algum outro programa. Bom, especialmente, para o primeiro dia na cidade.
Sobre a foto da pintura, a mais de perto: não conheço quase nada sobre pinturas, mas eu sabia um pouco sobre Diego Rivera e gostava por causa de Frida Kahlo, pintora que gosto e que foi esposa dele, mas passei a gostar mais ainda dele e a ter grande interesse depois da informação da guia sobre esta pintura. O moço meio cinza, ao centro, é Hernán Cortés. Como Rivera não gostava dele, pintou-o assim, com seqüelas de sífilis!
Acho que preciso mais mil anos após esta volta ao mundo para ler e aprender e me jogar em todos os novos interesses que estão brotando em mim!
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domingo, 12 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Post atrasado...
Aeroporto Benito Juarez, Cidade do México, 07 de fevereiro, 2012
Queridos,
Bem que o Lonely Planet falou que este aeroporto é um dos maiores do mundo! O terminal que se chega do Brasil não tem nada demais, além de intermináveis e labirínticos corredores. Mas este aqui, o 2, é muito bonito, cheio de lojas, restaurantes, exposições, telões de led por todos os lados. Muito organizado e limpo. Acho que é o maior que já estive.
Aproveitei e tomei um café da manhã mexicano, para compensar o péssimo do Hostel.
Estarei offline* pelos próximos 3 dias - me voy a Cuba.
Já ia me esquecendo... Outra coisa que tem me chamado atenção há algum tempo, mesmo antes desta viagem, é que não vejo mulheres brasileiras viajando sozinhas. Aliás, nunca vi. Mesmo no Brasil, com certa freqüência encontramos mulheres jovens dando umas voltas sem mais ninguém. Por que será? Álguém aí conhece muita brasileira assim? Eu conheço a Clarissa e a Vivi (que viaja a trabalho, de turismo não sei se costumar ir sozinha) !! :-)
Beijos!
* já fui e já voltei!
Queridos,
Bem que o Lonely Planet falou que este aeroporto é um dos maiores do mundo! O terminal que se chega do Brasil não tem nada demais, além de intermináveis e labirínticos corredores. Mas este aqui, o 2, é muito bonito, cheio de lojas, restaurantes, exposições, telões de led por todos os lados. Muito organizado e limpo. Acho que é o maior que já estive.
Aproveitei e tomei um café da manhã mexicano, para compensar o péssimo do Hostel.
Estarei offline* pelos próximos 3 dias - me voy a Cuba.
Já ia me esquecendo... Outra coisa que tem me chamado atenção há algum tempo, mesmo antes desta viagem, é que não vejo mulheres brasileiras viajando sozinhas. Aliás, nunca vi. Mesmo no Brasil, com certa freqüência encontramos mulheres jovens dando umas voltas sem mais ninguém. Por que será? Álguém aí conhece muita brasileira assim? Eu conheço a Clarissa e a Vivi (que viaja a trabalho, de turismo não sei se costumar ir sozinha) !! :-)
Beijos!
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